Carrapato em cachorro: doenças, remoção e proteção
O que a erliquiose faz no sangue do cão, por que a febre maculosa preocupa a família e como tirar o carrapato sem piorar o risco
Por Equipe Nmalls · 10 de agosto de 2026

As doenças transmitidas por carrapato em cachorro vão de erliquiose e babesiose, a chamada doença do carrapato, até a febre maculosa, zoonose grave para pessoas. Veja os sinais, como remover o carrapato do jeito certo e como proteger pet, casa e quintal.
As doenças transmitidas por carrapato em cachorro são infecções que o parasita inocula no animal enquanto se alimenta de sangue. As mais importantes no Brasil são a erliquiose e a babesiose, conhecidas juntas como doença do carrapato, e a febre maculosa, uma zoonose grave que atinge pessoas. A erliquiose derruba as plaquetas e causa febre, apatia e sangramento de nariz, podendo se tornar crônica e fatal se não for tratada. O diagnóstico e o tratamento são sempre do médico-veterinário, e o controle só funciona quando é feito ao mesmo tempo no animal e no ambiente.

Resumo rápido
- O carrapato não causa apenas coceira: ele transmite erliquiose, babesiose, anaplasmose e hepatozoonose em cães, além da febre maculosa em pessoas.
- Erliquiose e babesiose são chamadas popularmente de doença do carrapato e provocam febre, apatia, falta de apetite, sangramento nasal, plaquetas baixas e anemia.
- A febre maculosa é uma zoonose grave transmitida pelo carrapato-estrela, comum em áreas com capivara e cavalo, e exige atendimento médico imediato em pessoas com febre após picada.
- Para retirar o carrapato, use pinça, segure o mais rente possível à pele e puxe reto e firme, sem torcer, sem esmagar e sem álcool, fogo ou óleo.
- O carrapato passa a maior parte da vida fora do animal: no quintal, em frestas, pilhas de tijolo, rachaduras de muro e cantos do canil.
- O controle eficaz tem três frentes: tratar o animal, tratar o ambiente e repetir o ciclo, porque uma única aplicação não alcança ovos e formas escondidas.
Quais doenças o carrapato transmite para cães e gatos?
O carrapato é um parasita hematófago que funciona como vetor: ao se fixar na pele e sugar sangue por horas, ele inocula agentes infecciosos que carregava de um hospedeiro anterior. No cão, o carrapato-marrom transmite principalmente a erliquiose, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, e a babesiose, causada pelo protozoário Babesia. Anaplasmose e hepatozoonose também aparecem na rotina veterinária.
Gatos são bem menos infestados que cães, porque se limpam o tempo todo, mas não estão imunes: podem carregar carrapatos, adoecer por agentes transmitidos por eles e trazer o parasita para dentro de casa. Em pessoas, o risco principal é a febre maculosa.
Quais são os sinais da erliquiose, a doença do carrapato?
A erliquiose canina costuma começar de sete a vinte dias após a picada e é traiçoeira porque tem uma fase aguda, uma fase silenciosa e uma fase crônica, que é a mais grave. Os sinais que mais levam o tutor ao veterinário são:
- Febre, apatia profunda e recusa de comida, muitas vezes descritas como o cão que ficou parado do nada.
- Sangramento pelo nariz, pontinhos vermelhos na barriga e nas gengivas, hematomas fáceis e sangue na urina ou nas fezes.
- Gengiva pálida, cansaço aos passeios e emagrecimento, sinais de anemia.
- Dor nas articulações, andar rígido, linfonodos aumentados e, em alguns casos, alterações nos olhos.
- Na babesiose, além da febre e da apatia, é comum a urina escurecida e a icterícia, com pele e mucosas amareladas.
O diagnóstico é feito pelo médico-veterinário com exame clínico, hemograma, que costuma mostrar plaquetas baixas, e testes específicos, como sorologia ou PCR. O tratamento é com medicamento prescrito e acompanhamento por exames. Não existe remédio caseiro para erliquiose, e a fase crônica, quando a medula óssea deixa de produzir células, tem prognóstico muito mais reservado.
O que é febre maculosa e por que ela preocupa a família?
A febre maculosa é uma doença bacteriana grave em humanos, causada por Rickettsia rickettsii e transmitida principalmente pelo carrapato-estrela, associado a capivaras, cavalos e áreas de capim alto perto de rios e represas. Ela não passa do cão para a pessoa por contato: quem transmite é o carrapato, e o cão pode levar o parasita para dentro de casa.
Na pessoa, o quadro começa com febre alta súbita, dor de cabeça forte, dor muscular e mal-estar, podendo evoluir com manchas vermelhas na pele. É uma emergência médica: quem teve contato com carrapatos e apresenta febre precisa procurar atendimento imediatamente e informar o histórico de picada, porque o tratamento precoce muda o desfecho. Ao passear em área de mato, inspecione o corpo e o pet ao voltar.
Como tirar o carrapato do cachorro do jeito certo?
Retirar o carrapato rápido reduz o risco de transmissão, já que muitos agentes precisam de horas fixados para passar ao hospedeiro. O jeito certo é mecânico:
- Use pinça de ponta fina ou pinça própria para carrapato e segure o parasita rente à pele, pela cabeça, e não pelo corpo cheio de sangue.
- Puxe reto, firme e devagar, sem torcer e sem dar solavancos, até o carrapato soltar inteiro.
- Não use álcool, fogo, éter, esmalte, vaselina nem óleo: isso irrita o parasita, faz com que ele regurgite na ferida e aumenta o risco de transmissão.
- Não esmague o carrapato com os dedos: o conteúdo pode contaminar a sua pele e os seus olhos. Descarte em recipiente com álcool ou saco plástico bem fechado.
- Lave as mãos e a região da picada e observe o local por alguns dias.
- Se a boca do carrapato ficar presa na pele, não escave: leve ao médico-veterinário.
Como proteger o pet e acabar com o carrapato no quintal?
Controlar carrapato só no animal não resolve, porque o parasita passa a maior parte da vida fora dele: ele sobe, se alimenta, cai no ambiente e ali muda de fase e põe milhares de ovos. Frestas de muro, pilhas de tijolo, madeira empilhada, rodapés, casinha, cantos do canil e capim alto são os esconderijos preferidos. Um quintal infestado devolve carrapatos ao cão todos os dias.
A frente do animal é responsabilidade do médico-veterinário, que escolhe o produto conforme espécie, peso, idade, saúde e grau de infestação. Entre as opções mais usadas no Brasil estão os antiparasitários orais de longa duração, como Bravecto e Simparic, e as coleiras de liberação prolongada, como a Coleira Seresto. Cada apresentação tem intervalo de reaplicação próprio, e produto formulado para cão pode ser perigoso para gato, por isso a indicação e a apresentação correta vêm sempre do veterinário.
A frente do ambiente exige limpeza, capina, retirada de entulho, vedação de frestas e aplicação de produto acaricida ambiental conforme orientação profissional. E a terceira frente é a repetição: como ovos e formas escondidas não morrem em uma única passada, o tratamento ambiental precisa ser repetido em intervalos de cerca de duas a três semanas, por algumas aplicações, para quebrar o ciclo. Tratar o cão e ignorar o quintal é o erro que faz a infestação voltar todo verão.
Quando procurar o veterinário com urgência?
- Febre, apatia súbita e recusa de comida em um cão que teve carrapato nas últimas semanas.
- Sangramento pelo nariz, pontinhos vermelhos na barriga ou nas gengivas, hematomas sem trauma, sangue na urina ou nas fezes.
- Gengiva muito pálida ou amarelada, urina escura, fraqueza para levantar ou desmaio.
- Infestação intensa, com muitos carrapatos no corpo, principalmente em filhote ou cão idoso, pelo risco de anemia grave.
- Ferida inflamada, inchada ou com pus no local de onde o carrapato foi retirado.
- Qualquer pessoa da casa com febre alta, dor de cabeça forte ou manchas na pele depois de contato com carrapatos: nesse caso, procure um médico imediatamente.
Na Nmalls, em Marília-SP, você encontra antiparasitários, coleiras e itens de higiene para manter a proteção do seu pet em dia o ano todo. Passe em uma de nossas lojas com a orientação do seu médico-veterinário e monte o esquema certo para o seu cão e para o seu gato.
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Perguntas frequentes
Doença do carrapato tem cura?
Tem cura quando é tratada cedo. A erliquiose e a babesiose respondem bem à medicação prescrita pelo médico-veterinário na fase aguda, com acompanhamento por hemograma até as plaquetas normalizarem. O problema é a fase crônica: quando a medula óssea já foi comprometida, o prognóstico piora muito e o tratamento fica longo e incerto.
Quanto tempo depois da picada o cachorro fica doente?
Em geral de sete a vinte dias após a picada do carrapato infectado. Por isso o cão pode adoecer quando o tutor já nem lembra que viu carrapato nele. Se o animal teve carrapato no último mês e apresenta febre, apatia ou sangramento nasal, informe esse histórico ao médico-veterinário na consulta.
Gato também pega doença de carrapato?
Pode pegar, mas é bem menos comum do que no cão. Gatos se higienizam constantemente e removem boa parte dos parasitas, porém ainda podem ser picados, adoecer e carregar carrapatos para dentro de casa. Nunca use em gato um antiparasitário formulado para cão: a apresentação correta para a espécie é definida pelo médico-veterinário.
Posso passar álcool ou queimar o carrapato para ele soltar?
Não. Álcool, fogo, éter, esmalte, vaselina e óleo irritam o carrapato, fazem com que ele regurgite dentro da ferida e aumentam o risco de transmitir doença. O jeito certo é mecânico: pinça rente à pele, puxando reto e firme, sem torcer, e descarte do parasita em recipiente com álcool ou saco fechado, sem esmagar com os dedos.
A doença do carrapato passa do cachorro para humanos?
A erliquiose canina não passa do cão para a pessoa por contato, carinho ou lambida: quem transmite é o carrapato. O risco humano real é a febre maculosa, transmitida pela picada do carrapato-estrela e considerada emergência médica. Febre alta, dor de cabeça forte ou manchas na pele após contato com carrapatos exigem atendimento médico imediato.





