Cinomose: sintomas, tratamento e prevenção em cães
O que é a cinomose, como reconhecer as duas fases da doença, por que não existe remédio que mate o vírus e como a vacina protege o seu cão.
Por Equipe Nmalls · 10 de agosto de 2026

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa entre cães, que ataca o sistema respiratório, o digestivo e o nervoso. Entenda os sintomas de cada fase, por que o tratamento é de suporte e como a vacina V8 ou V10 previne a doença.
A cinomose é uma doença viral grave e altamente contagiosa entre cães, causada por um morbilivírus que ataca ao mesmo tempo as vias respiratórias, o trato digestivo e o sistema nervoso. Ela atinge principalmente filhotes não vacinados e cães adultos com o reforço da vacina atrasado, e não existe nenhum medicamento capaz de matar o vírus: o tratamento é de suporte e precisa ser conduzido por um médico-veterinário. A cinomose não passa para seres humanos. A prevenção real é a vacina múltipla V8 ou V10, aplicada no protocolo completo de filhote e mantida com reforço ao longo da vida.

Resumo rápido
- O que é: a cinomose é uma doença viral causada pelo vírus da cinomose canina, um morbilivírus aparentado ao vírus do sarampo humano.
- Quem corre mais risco: filhotes entre 6 semanas e 6 meses sem vacinação completa, cães resgatados da rua e adultos com reforço vencido.
- Como se transmite: contato com secreção de olhos, nariz, saliva, urina e fezes de cão infectado, inclusive por objetos, mãos, calçados e roupas.
- Duas fases: uma respiratória e digestiva (secreção ocular e nasal, tosse, febre, vômito, diarreia) e outra neurológica (tique muscular, convulsão, paralisia), que pode aparecer semanas depois.
- Tem cura? Não existe antiviral que elimine o vírus da cinomose; o tratamento é de suporte e a chance de recuperação depende da imunidade do cão e da rapidez do atendimento.
- Prevenção: vacina V8 ou V10 no protocolo completo de filhote, com os reforços indicados pelo médico-veterinário. Sem vacina, não há proteção.
O que causa a cinomose e como o cão pega?
A cinomose é causada pelo vírus da cinomose canina, que se espalha de cão para cão principalmente pelo ar e por secreções. Um cão doente elimina o vírus por espirro, tosse, secreção dos olhos e do nariz, urina e fezes, e um cão saudável se contamina ao respirar essas partículas ou ao cheirar superfícies contaminadas. O contato direto não é obrigatório: o tutor pode levar o vírus para casa na sola do sapato, na roupa ou nas mãos depois de acariciar um animal doente. Por isso um filhote que nunca saiu de casa também pode adoecer. O período de incubação costuma ficar entre 1 e 3 semanas, e o cão já transmite a cinomose antes de parecer doente, o que explica surtos em canis, abrigos e ninhadas inteiras.
Quais são os sintomas da cinomose?
Os sintomas da cinomose aparecem em duas etapas que podem se sobrepor. Na fase inicial, respiratória e digestiva, os sinais mais comuns são secreção nos olhos e no nariz (que começa transparente e vira amarelada ou esverdeada), espirros, tosse, febre, falta de apetite, apatia, vômito e diarreia. É comum o quadro ser confundido com uma gripe simples ou com uma verminose, e é justamente essa demora que custa caro. Muitos cães também desenvolvem hiperqueratose: os coxins das patas e o focinho ficam ressecados, engrossados e endurecidos, sinal tão característico que rendeu à cinomose o apelido de doença do coxim duro. Manchas ou pústulas na barriga e alterações no esmalte dos dentes em filhotes também podem aparecer. Qualquer filhote com secreção ocular e nasal persistente somada a febre, vômito ou diarreia precisa de avaliação veterinária no mesmo dia, mesmo que ainda esteja comendo.
O que é a fase neurológica da cinomose?
A fase neurológica da cinomose acontece quando o vírus alcança o sistema nervoso central, e ela pode surgir semanas ou até meses depois de o cão parecer recuperado dos sintomas respiratórios. O sinal mais típico é a mioclonia, um tique involuntário e rítmico que faz um músculo ou uma pata se contrair repetidamente, inclusive durante o sono. Também podem ocorrer convulsões, andar em círculos, perda de equilíbrio, movimento involuntário dos olhos, fraqueza e paralisia dos membros posteriores. Essa fase é a mais temida porque as lesões neurológicas costumam ser permanentes: mesmo cães que vencem a infecção podem ficar com sequelas, como o tique que persiste pela vida toda. Ver um cão sem febre e comendo bem não significa que a cinomose passou, e por isso o acompanhamento veterinário deve continuar por semanas após a melhora aparente.
Cinomose pega em humano ou em gato?
A cinomose não é transmitida para seres humanos: não existe risco de o tutor, as crianças ou os idosos da casa contraírem a doença de um cão doente. A cinomose canina também não infecta gatos domésticos, que têm suas próprias viroses. O risco real é para outros cães da casa, da vizinhança ou do abrigo, principalmente os que não completaram a vacinação. Se um cão da casa for diagnosticado com cinomose, o ideal é isolá-lo dos demais, evitar visitas de outros cães, higienizar potes, camas e pisos com desinfetante indicado pelo veterinário e nunca levar o animal doente a pet shop, parque ou creche. O tutor deve trocar de roupa e lavar bem as mãos antes de tocar em outro cão.
Cinomose tem cura? Como é o tratamento?
Não existe, até hoje, um medicamento antiviral que mate o vírus da cinomose. O tratamento é de suporte: o médico-veterinário atua para manter o cão hidratado com fluidoterapia, controlar vômito e diarreia, combater infecções bacterianas secundárias com antibióticos, controlar convulsões quando existem e garantir nutrição adequada, muitas vezes com internação. Quem cura a cinomose é o sistema imunológico do próprio cão, e o papel do tratamento é dar tempo e condições para que isso aconteça. Por esse motivo, o resultado depende muito da idade, do estado nutricional e, sobretudo, da rapidez com que o animal chega ao veterinário. Nenhum tratamento caseiro, chá ou medicamento humano deve ser usado: muitos são tóxicos para cães e atrasam o atendimento que realmente importa. Nunca administre remédio sem prescrição.
Como prevenir a cinomose?
A prevenção da cinomose é a vacina múltipla, conhecida como V8 ou V10, que protege contra o vírus da cinomose e outras doenças graves. O protocolo de filhote começa por volta das 6 a 8 semanas de vida e exige de duas a três doses com intervalo de 21 a 30 dias, seguidas de reforço conforme a orientação do médico-veterinário. Uma dose isolada não protege: o filhote só está coberto cerca de 15 a 21 dias após a última dose do protocolo, e é por isso que ele não deve pisar em rua, parque, praça ou área comum de pet shop antes disso. Cães adultos resgatados, com histórico desconhecido, também precisam ser vacinados. Manter o cartão de vacinação em dia, evitar contato com cães doentes ou de origem desconhecida e higienizar bem o ambiente completam a proteção.
Quando procurar o veterinário com urgência?
- Filhote com secreção nos olhos e no nariz junto de febre, tosse, vômito ou diarreia.
- Qualquer tique muscular repetitivo, convulsão, perda de equilíbrio, andar em círculos ou fraqueza nas patas traseiras.
- Coxins das patas e focinho endurecidos, ressecados ou engrossados.
- Cão que parou de comer e beber por mais de 24 horas, ou que está prostrado e não reage a estímulos.
- Filhote sem vacinação completa que teve contato com cão doente ou desconhecido, mesmo sem sintomas ainda.
- Cão que melhorou dos sintomas respiratórios e voltou a apresentar qualquer sinal neurológico semanas depois.
Na Nmalls, em Marília, a equipe ajuda você a manter a rotina de prevenção do seu cão em dia, com orientação sobre cuidados, higiene do ambiente e os produtos certos para cada fase da vida do filhote. Fale com a gente pessoalmente na loja ou pelo atendimento online e lembre-se: diagnóstico, vacinação e tratamento da cinomose são sempre responsabilidade do médico-veterinário de confiança do seu pet.
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Perguntas frequentes
O que é cinomose?
A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa entre cães, causada por um morbilivírus que ataca o sistema respiratório, o digestivo e o nervoso. Ela é mais grave em filhotes não vacinados e em cães com reforço de vacina atrasado, e pode deixar sequelas neurológicas permanentes mesmo quando o animal sobrevive.
Quais são os primeiros sintomas da cinomose?
Os primeiros sintomas da cinomose são secreção nos olhos e no nariz, febre, espirros, tosse, apatia, falta de apetite, vômito e diarreia. Como esse quadro é parecido com uma gripe comum, muitos tutores demoram a procurar ajuda, e essa demora reduz muito a chance de recuperação do cão.
Cinomose pega em humano?
Não, a cinomose não pega em humano. O vírus da cinomose canina infecta cães e alguns animais silvestres, mas não causa doença em pessoas nem em gatos domésticos. O risco de contágio é apenas para outros cães, especialmente os que ainda não completaram o protocolo de vacinação.
Cinomose tem cura?
Não existe medicamento antiviral que mate o vírus da cinomose, então não há uma cura direta. O tratamento é de suporte, com hidratação, controle de vômito e diarreia, antibióticos para infecções secundárias e controle de convulsões, sempre prescritos pelo médico-veterinário, para dar tempo ao sistema imunológico do cão.
Cão que teve cinomose fica com sequela?
Sim, o cão que teve cinomose pode ficar com sequelas, principalmente neurológicas. A mais comum é a mioclonia, um tique muscular involuntário e rítmico que persiste pela vida toda. Também podem restar alterações de equilíbrio, fraqueza nas patas e, em alguns casos, convulsões que exigem acompanhamento veterinário contínuo.
Qual vacina previne a cinomose?
A vacina que previne a cinomose é a múltipla V8 ou V10, aplicada em filhotes a partir de 6 a 8 semanas de vida em duas a três doses com intervalo de 21 a 30 dias, mais os reforços indicados pelo veterinário. O filhote só fica protegido cerca de 15 a 21 dias após a última dose.





