FIV e FeLV em gatos: diferenças, sintomas e prevenção
São dois vírus diferentes, com formas de transmissão e gravidade distintas. Entenda o que separa a aids felina da leucemia felina e o que realmente protege o seu gato.
Por Equipe Nmalls · 10 de agosto de 2026

FIV e FeLV são dois retrovírus diferentes que costumam ser confundidos: o FIV se transmite por mordida em briga e o FeLV por saliva e contato próximo. Veja sintomas, teste, vacina e como um gato positivo pode viver bem.
FIV e FeLV são dois retrovírus felinos diferentes, que atacam o sistema imunológico do gato e costumam ser confundidos entre si. O FIV, vírus da imunodeficiência felina, é chamado popularmente de aids felina e se transmite principalmente por mordida profunda em briga entre gatos. O FeLV, vírus da leucemia felina, se transmite por saliva e contato próximo, como potes compartilhados e lambidas, e da mãe para os filhotes, e costuma ser mais grave, porque provoca anemia e tumores como o linfoma. Nem o FIV nem o FeLV passam para seres humanos, e existem teste rápido de diagnóstico e vacina contra o FeLV.

Resumo rápido
- São dois vírus distintos: FIV é o vírus da imunodeficiência felina e FeLV é o vírus da leucemia felina — não são estágios da mesma doença.
- Transmissão do FIV: por mordida profunda em briga; o maior risco é o gato macho não castrado com acesso à rua.
- Transmissão do FeLV: por saliva e convívio próximo (potes, lambidas, caixa de areia) e da gata para os filhotes.
- Gravidade: o FeLV evolui de forma mais grave, com anemia e linfoma; o FIV tem curso lento e muitos gatos vivem anos bem cuidados.
- Zoonose: nem FIV nem FeLV infectam pessoas ou cães; são vírus exclusivos de felinos.
- Prevenção real: castrar, telar janelas e testar todo gato novo antes de apresentá-lo aos que já moram na casa.
Qual é a diferença entre FIV e FeLV?
FIV e FeLV são confundidos porque os dois são retrovírus, atacam a imunidade e aparecem no mesmo teste, mas são doenças diferentes. O FIV destrói lentamente as células de defesa, e o gato pode passar anos sem sintoma antes de ter infecções de repetição. O FeLV, além de derrubar a imunidade, afeta a medula óssea, o que leva a anemia grave, e tem forte relação com tumores, especialmente o linfoma. Outra diferença: parte dos gatos expostos ao FeLV elimina o vírus e fica negativa, enquanto a infecção pelo FIV é para a vida toda.
Como o gato pega FIV?
O gato pega FIV principalmente por mordida profunda de outro gato infectado, porque o vírus da imunodeficiência felina está em alta quantidade na saliva e precisa ser inoculado abaixo da pele. A briga por território é a via clássica, e o perfil de maior risco é bem definido: gato macho, não castrado e com acesso livre à rua. Dividir pote, dormir junto ou se lamber raramente transmite o FIV; a passagem da mãe para os filhotes é incomum. Castrar reduz muito a incidência: o macho castrado briga menos, marca menos território e se afasta menos de casa.
Como o gato pega FeLV?
O gato pega FeLV por contato próximo e prolongado com a saliva de um gato infectado, o que torna a transmissão bem mais fácil do que a do FIV. Potes compartilhados, lambidas, brincadeiras, caixa de areia coletiva e espirros bastam para o contágio, e a gata infectada transmite o FeLV aos filhotes na gestação e na amamentação. Filhotes e gatos jovens são os mais suscetíveis, e a exposição tem três desfechos: o gato elimina o vírus, desenvolve infecção persistente e adoece, ou mantém infecção latente que pode reativar. Por isso, apresentar gato novo sem teste ao grupo da casa é um erro caro.
Quais são os sintomas de FIV e FeLV?
Os sintomas de FIV e FeLV são inespecíficos e podem demorar meses ou anos para aparecer. Os sinais mais frequentes são emagrecimento, febre recorrente, apatia, gengivite e estomatite (inflamação intensa na boca, com dor ao comer), infecções respiratórias de repetição, feridas que não cicatrizam e aumento de linfonodos. No FeLV, dois sinais chamam mais atenção: a anemia, que deixa a gengiva pálida e o gato fraco e ofegante, e o linfoma, tumor que pode surgir no tórax, no intestino ou nos rins. Nenhum desses sinais fecha diagnóstico sozinho, porque outras doenças felinas se parecem com eles.
Como é feito o diagnóstico de FIV e FeLV?
O diagnóstico de FIV e FeLV é feito com um teste rápido de sangue, realizado na própria clínica, que detecta anticorpos contra o FIV e antígeno do FeLV no mesmo cartucho, com resultado em minutos. O veterinário pode repetir o teste semanas depois: filhote de mãe positiva pode dar falso-positivo para FIV, e gato recém-exposto ao FeLV pode dar negativo antes de a infecção ser detectável. Todo gato novo, resgatado ou com acesso à rua deve ser testado.
FIV e FeLV pegam em humanos?
Não. Nem o FIV nem o FeLV são transmitidos para seres humanos. Apesar do apelido aids felina, o FIV é um vírus específico dos felinos: o HIV, que infecta pessoas, é outro vírus e não vem do gato. O FeLV também não infecta pessoas nem cães. Conviver com um gato positivo, dormir com ele e ser lambido não representa risco para a família. O risco existe apenas entre gatos: o cuidado é testar e proteger os felinos da casa, nunca afastar o animal das pessoas.
Como prevenir FIV e FeLV?
A prevenção de FIV e FeLV é a soma de três atitudes práticas. A primeira é castrar: o gato castrado briga menos, foge menos e marca menos território, o que corta a principal via de contágio do FIV. A segunda é manter o gato dentro de casa, com janelas e sacadas teladas, longe de gatos de rua de situação desconhecida. A terceira é testar todo gato novo, mantendo o recém-chegado isolado, com potes e caixa próprios, até o resultado sair e o veterinário liberar a apresentação. Checkups anuais, vacinação em dia e boa nutrição completam a proteção.
Existe vacina para FIV e FeLV?
Existe vacina contra o FeLV no Brasil, indicada sobretudo para gatos com acesso à rua, que convivem com positivos ou vivem em grupo. O gato precisa ser testado antes, porque vacinar um animal já positivo não traz benefício, e o protocolo tem duas doses iniciais mais reforços definidos pelo veterinário. Para o FIV não há vacina de uso rotineiro no país: a prevenção depende de castração, ambiente seguro e controle de brigas.
Gato com FIV ou FeLV pode viver bem?
Sim. Um gato positivo para FIV, e em muitos casos também para FeLV, pode ter vida longa e confortável: viver dentro de casa, boa alimentação, consultas a cada seis meses e tratamento rápido de qualquer infecção. Diagnóstico positivo não é indicação de eutanásia nem motivo para abandono. A convivência com gatos negativos é possível em muitos casos de FIV quando os animais são castrados e não brigam, sempre com aval do veterinário; no FeLV, a separação costuma ser recomendada, porque a transmissão por saliva é fácil.
Quando procurar o veterinário com urgência?
- Gengiva pálida, fraqueza intensa e respiração ofegante em repouso — sinais de anemia grave, comuns no FeLV.
- Gato que parou de comer há mais de 24 horas ou emagreceu rápido sem explicação.
- Boca muito inflamada, salivação, dor ao mastigar ou mau hálito forte.
- Febre que vai e volta, infecções respiratórias de repetição ou feridas que não cicatrizam.
- Caroços, aumento de linfonodos, barriga distendida ou dificuldade para respirar.
- Qualquer ferida de mordida em briga, sobretudo em gato de rua — é a principal via de contágio do FIV.
Na Nmalls, em Marília, você encontra os itens que sustentam essa rotina de proteção: potes individuais, caixas de areia, alimentação para cada fase e produtos para enriquecer o ambiente do gato de dentro de casa. Fale com a nossa equipe na loja ou pelo atendimento online. Teste, vacina contra o FeLV e acompanhamento de um gato positivo são sempre responsabilidade do médico-veterinário.
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Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre FIV e FeLV?
FIV e FeLV são dois retrovírus diferentes: o FIV é o vírus da imunodeficiência felina, transmitido por mordida em briga, com evolução lenta; o FeLV é o vírus da leucemia felina, transmitido por saliva e contato próximo, geralmente mais grave, causando anemia e linfoma. Não são estágios da mesma doença.
Como o gato pega FIV?
O gato pega FIV principalmente por mordida profunda de outro gato infectado durante brigas, porque o vírus precisa ser inoculado abaixo da pele. O maior grupo de risco é o gato macho não castrado com acesso à rua. Dividir pote ou dormir junto raramente transmite o FIV.
FIV e FeLV pegam em humanos?
Não, FIV e FeLV não pegam em humanos nem em cães: são vírus exclusivos de felinos. Apesar do apelido aids felina, o FIV é diferente do HIV e não infecta pessoas. Conviver, dormir junto e ser lambido por um gato positivo não oferece risco à família.
FIV e FeLV têm cura?
Não existe cura para FIV nem para FeLV, mas existe controle. O acompanhamento veterinário trata as infecções secundárias, a anemia e as complicações, e muitos gatos positivos vivem anos com boa qualidade de vida quando ficam dentro de casa, bem alimentados e com consultas periódicas.
Existe vacina para FIV e FeLV?
Existe vacina contra o FeLV no Brasil, indicada principalmente para gatos com acesso à rua, que vivem em grupo ou convivem com positivos, sempre após teste negativo. Para o FIV não há vacina de uso rotineiro no país, e a prevenção depende de castração, telas e controle de brigas.
Gato com FIV pode viver com gato negativo?
Em muitos casos sim, desde que os gatos sejam castrados e não briguem, já que o FIV se transmite por mordida profunda. A decisão deve ser tomada com o médico-veterinário. No caso do FeLV, a separação costuma ser recomendada, porque o vírus passa facilmente pela saliva e por potes compartilhados.





