Leishmaniose canina: sintomas, tratamento e prevenção
Como o mosquito-palha transmite a doença, quais sinais observar no seu cão e o que realmente funciona para prevenir no interior de São Paulo
Por Equipe Nmalls · 10 de agosto de 2026

A leishmaniose canina é transmitida pela picada do mosquito-palha e não passa do cão para a pessoa por contato. Entenda os sinais, o diagnóstico, o tratamento disponível hoje e as medidas de prevenção que reduzem o risco.
A leishmaniose canina é uma doença infecciosa grave causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida ao cão pela picada do mosquito-palha, um inseto minúsculo também chamado de flebotomíneo. Ela não passa de um cão para outro nem do cão para a pessoa por contato direto: é uma zoonose de transmissão vetorial, em que cão e ser humano se infectam pela picada do mesmo mosquito. Os sinais mais característicos são feridas que não cicatrizam no focinho e nas orelhas, unhas exageradamente compridas, descamação, emagrecimento e apatia. Desde 2016 existe tratamento veterinário autorizado no Brasil, e a doença deixou de significar eutanásia obrigatória, mas o cão tratado continua sendo reservatório do parasita e precisa de acompanhamento vitalício.

Resumo rápido
- A leishmaniose canina é transmitida exclusivamente pela picada do mosquito-palha infectado: lamber, morder ou dividir pote de água não transmite a doença.
- O mosquito-palha é bem menor que o pernilongo, tem voo curto e silencioso e se reproduz em matéria orgânica acumulada, como folhas, restos de poda e fezes.
- Os sinais clássicos são feridas que não cicatrizam no focinho e nas orelhas, unhas compridas e deformadas (onicogrifose), descamação, perda de peso, apatia, sangramento nasal e alteração renal.
- O diagnóstico é laboratorial e feito pelo médico-veterinário, com testes sorológicos e parasitológicos: sinal de pele isolado nunca fecha diagnóstico.
- Existe tratamento veterinário registrado no Brasil desde 2016: ele devolve qualidade de vida, mas não elimina o parasita, e o cão segue como reservatório.
- A prevenção combina coleira repelente, vacina, telas de malha fina, recolher o cão antes do anoitecer e limpar o quintal, cuidado importante no interior de São Paulo.
Como o cão pega leishmaniose canina?
O cão pega leishmaniose canina quando é picado por uma fêmea infectada do mosquito-palha, inseto de 2 a 3 milímetros que voa baixo, em saltos curtos, e não zumbe como o pernilongo. Ele se reproduz em matéria orgânica em decomposição: folhas acumuladas, restos de poda, fezes, galinheiros e cantos úmidos e sombreados do quintal. Sua atividade aumenta do fim da tarde até o amanhecer, e é nesse período que o cão solto corre mais risco.
Não existe transmissão direta entre cães nem do cão para o tutor. O cão infectado importa por ser reservatório: o mosquito pica o animal doente, se infecta e leva o parasita a outro cão ou a uma pessoa. O tempo de incubação também engana, variando de poucos meses a mais de três anos, e muitos cães ficam assintomáticos por um longo período enquanto já carregam o parasita.
Quais são os sintomas da leishmaniose canina?
Os sintomas da leishmaniose canina começam pela pele e pelas unhas e evoluem para sinais gerais e renais. O quadro é lento, o que leva muitos tutores a atribuí-lo a alergia, verminose ou à idade do cão. Observe:
- Feridas que não cicatrizam no focinho, nas bordas das orelhas e nos pontos de apoio das patas, sem coceira intensa e sem resposta a pomadas comuns.
- Unhas compridas demais (onicogrifose): crescem rápido, curvas e deformadas, mesmo em cão que caminha bastante. É um dos sinais mais sugestivos.
- Descamação, caspa e queda de pelo, muitas vezes ao redor dos olhos, com pelagem opaca e ressecada.
- Emagrecimento e atrofia muscular, sobretudo da cabeça, com apatia, mesmo o cão comendo bem.
- Sangramento nasal, crostas na narina e linfonodos aumentados, percebidos como carocinhos sob a mandíbula.
- Sinais renais e oculares: beber e urinar muito, vômito, mau hálito, olho vermelho ou opaco. O rim é o órgão que mais define o prognóstico.
Nenhum sinal isolado confirma a doença. Quem diagnostica leishmaniose canina é o médico-veterinário, com exames de sangue, testes sorológicos e avaliação da função renal. Cães que vivem ou já moraram em áreas com casos devem ser testados periodicamente, mesmo sem sintomas.
Leishmaniose canina passa para humanos?
A leishmaniose canina não passa para humanos por contato direto. A pessoa se infecta pela picada do mesmo mosquito-palha, nunca por acariciar, dar banho, levar lambida ou ser mordida por um cão positivo. Por isso a doença é classificada como zoonose de transmissão vetorial. Nas pessoas, a forma visceral é grave e tem tratamento na rede pública.
A consequência prática é direta: proteger o cão e controlar o ambiente protege a família inteira, porque reduz a circulação do vetor dentro de casa. Afastar, doar ou abandonar um cão diagnosticado não protege ninguém, apenas espalha o reservatório para outra região.
Leishmaniose canina tem cura ou tratamento?
A leishmaniose canina tem tratamento, mas não tem cura parasitológica. Desde 2016 existe medicamento veterinário autorizado no Brasil especificamente para a doença, usado em associação com outro fármaco e sempre prescrito, dosado e monitorado pelo médico-veterinário. Ele reduz a carga parasitária, melhora as lesões de pele, o peso e a disposição do animal e devolve qualidade de vida por anos, mas não elimina o parasita do organismo.
Daí vêm três consequências. O cão tratado continua reservatório e precisa manter a coleira repelente pelo resto da vida. O acompanhamento é vitalício, com reavaliações e exames de função renal conduzidos pelo veterinário. E medicamento humano de leishmaniose nunca deve ser usado no cão: é proibido no Brasil e favorece a resistência do parasita. A eutanásia deixou de ser conduta obrigatória, e cada caso é decidido clinicamente pelo veterinário junto com o tutor.
Como prevenir a leishmaniose canina?
A prevenção da leishmaniose canina é feita em camadas, porque nenhuma medida sozinha resolve. A base é impedir a picada do mosquito-palha e reduzir os locais onde ele se reproduz.
- Coleira repelente de uso veterinário: é a medida individual de maior impacto. Produtos como a Coleira Antipulgas Scalibor e a Coleira Seresto repelem e matam insetos, reduzindo a chance de picada. Nenhuma coleira trata nem cura leishmaniose, e quem define qual usar e o intervalo de troca é o médico-veterinário.
- Vacina veterinária contra a leishmaniose canina, aplicada apenas em cães testados e negativos, com protocolo definido em consulta.
- Telas de malha bem fina em canis, janelas e áreas de descanso: mosquiteiro comum não barra o mosquito-palha.
- Não deixar o cão solto ao anoitecer, recolhendo-o antes do entardecer, horário de maior atividade do vetor.
- Manejo do quintal: recolher folhas, podas e fezes, manter canis e galinheiros limpos e secos e reduzir sombra e umidade permanente.
- Testagem periódica em regiões com casos, inclusive em cães sem nenhum sintoma.
Quando procurar o veterinário com urgência?
- Ferida no focinho, na orelha ou nas patas que não cicatriza há mais de duas ou três semanas.
- Unhas crescendo rápido demais, curvas ou deformadas.
- Sangramento nasal, com ou sem espirros.
- Emagrecimento e perda de massa muscular sem mudança na alimentação.
- Cão bebendo e urinando muito, com vômito ou mau hálito, sinais de comprometimento renal.
- Apatia persistente, febre, olhos vermelhos ou opacos e linfonodos aumentados. Se o cão vive ou já morou em área com casos, peça testagem mesmo sem sintomas.
Na Nmalls, em Marília-SP, você encontra coleiras repelentes, antiparasitários e itens de manejo para proteger o seu cão do mosquito-palha, com loja física e entrega na região. Nossa equipe ajuda a montar a rotina de prevenção, mas o diagnóstico e o tratamento da leishmaniose canina são sempre do médico-veterinário: se o seu cão tem algum dos sinais citados aqui, agende a consulta antes de comprar qualquer coisa.
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Perguntas frequentes
Leishmaniose canina passa de cachorro para humano?
Não passa por contato direto. A pessoa só se infecta pela picada do mosquito-palha infectado, o mesmo vetor que transmite ao cão, e nunca por carinho, lambida, mordida ou por dividir o mesmo ambiente. Por isso a leishmaniose é classificada como zoonose de transmissão vetorial: proteger o cão com coleira repelente e reduzir os criadouros do mosquito no quintal protege também a família.
Quais são os primeiros sinais de leishmaniose no cachorro?
Os primeiros sinais costumam ser de pele e unhas: feridas que não cicatrizam no focinho e nas bordas das orelhas, descamação, queda de pelo ao redor dos olhos e unhas crescendo compridas e deformadas. Depois aparecem emagrecimento, apatia, sangramento nasal, linfonodos aumentados e sinais renais como beber e urinar muito. Como esses sintomas se confundem com alergia e outras doenças, o diagnóstico precisa ser laboratorial, feito pelo médico-veterinário.
Cachorro com leishmaniose precisa ser sacrificado?
Não, a eutanásia deixou de ser conduta obrigatória no Brasil. Desde 2016 existe um medicamento veterinário autorizado especificamente para a leishmaniose canina, que reduz a carga parasitária e devolve qualidade de vida ao animal. A decisão sobre cada caso é clínica e individual, tomada pelo médico-veterinário junto com o tutor, e o cão tratado precisa manter proteção contra o mosquito por toda a vida porque continua sendo reservatório.
A coleira repelente realmente protege contra leishmaniose?
Sim, a coleira repelente de uso veterinário é a medida individual de maior impacto na prevenção, porque reduz muito a chance de o mosquito-palha picar o cão. Opções como a Coleira Antipulgas Scalibor e a Coleira Seresto agem repelindo e matando insetos, mas nenhuma coleira trata ou cura a doença e nenhuma oferece proteção de cem por cento. A escolha do produto, o intervalo de troca e a combinação com vacina, telas e manejo do quintal devem ser definidos pelo médico-veterinário.





